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Poemas irônicos
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No prefácio do livro, Álvares de Azevedo, de apenas 20 anos, já mostra sua cultura e talento ao advertir o leitor para não ler este livro. Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar n’um mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Barataria de D. Quixote, onde Sancho é rei, e vivem Panúrgio, Sir John Falstaff, Bardolph, Fígaro e o Sganarello de D. João Tenório: a pátria dos sonhos de Cervantes e Shakespeare. Conhecer sua obra é fundamental para o leitor brasileiro descobrir que o autor, que já era talentoso, seria um dos grandes autores da literatura brasileira se não tivesse morrido tão cedo. Iniciando o livro com o poema Um Cadáver de Poeta, o autor parece prever que não teria uma vida longo ou não acreditar que a poesia pudesse sobreviver à sua morte. Em tom irônico, ele adverte o leitor, ainda no prefácio: Depois dos poemas épicos, Homero escreveu o poema irônico. Goethe depois de Werther criou o Fausto. Depois de Parisina e o Giaour, de Byron, vem o Cain e Don Juan Don Juan que começa como Cain pelo amor, e acaba como ele pela descrença venenosa e sarcástica. Agora basta. Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas páginas, destinadas a não ser lidas. Deus me perdoe! assim é tudo! até os prefácios!
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