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O PAJUBÁ ME ACUENDOU DA ESCOLA: Reflexões sobre a exclusão escolar e êxito de estudantes trans e travestis
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Quando trouxemos o dialeto Pajubá/Bajubá no título desse estudo queríamos provocar e chamar a atenção para a realidade que vivem as Travestis, Transexuais e Transgêneros, o Pajubá ou Bajubá é um dialeto vivo muito comum entre a comunidade de culto aos Orixás de matriz africana, adaptado para a comunidade LGBT, em especial as Travestis, objetivando as pessoas não saberem e nem entenderam o que estão falando no seu dia a dia, no ônibus, na rua ou na pista (COSTA NETO, 2006). A partir da repercussão no cenário cultural nacional de artistas Travestis e Trans como: MC Xuxú, Linn da Quebrada, Jup do Bairro, Majur e Mulher Pepita, entre outras ao trazerem o dialeto para as letras de suas composições, passouse a perceber o Pajubá na própria mainstream e também no main street; chegando inclusive a ser tema de uma questão do ENEN em 2018. O Mestre em Educação e estudioso da Linguística na UnB, Antônio Gomes da Costa Neto assim define o Pajubá/Bajubá: Origem na fusão de termos da língua portuguesa com termos dos grupos étnicolinguísticos da África Ocidental (iorubá, umbundo, quicongo, jejê, fom) reproduzidos nas reuniões de religiões afrobrasileiras, que chegaram ao Brasil com os africanos escravizados. Os terreiros são espaços de acolhimento para as minorias, incluindo a comunidade LGBTQIA+, que passou a adaptar os termos africanos em outros contextos (COSTA NETO, 2006, p. 12)*.
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